terça-feira, fevereiro 3, 2026

Inicialmente esperado para o segundo semestre de 2024, o fenômeno natural chamado La Niña passou por vários adiamentos e agora pode chegar ao Brasil neste começo de ano.

Bastante conhecido pelos profissionais da agricultura, há uma tensão sobre a possibilidade do evento impactar diretamente no trabalho realizado nas lavouras.

O que é a La Niña?

De acordo com dados apresentados pelo NOAA, órgão que presta serviços de apoio e realiza estudos sobre meteorologia, são necessários alguns parâmetros para que a La Niña aconteça.

Um deles é o fato das águas do Pacífico equatorial estarem – 0,5°C abaixo da média para o período, que dura cerca de três meses consecutivos.

Já para o Bureau Australiano de Meteorologia, um evento como esse é considerado apenas quando as águas do oceano estão -0,8°C abaixo da média, além das componentes em relação à atmosfera.

Mas, em ambos os casos, é um processo que tende a causar chuvas em excesso em determinadas regiões.

No entanto, o que deve acontecer em 2025 é algo de extrema raridade. Segundo os registros históricos, apenas uma vez aconteceu a La Niña durante o período de verão.

O levantamento, que considera as informações a partir de 1950, mostra que só em 1968 o fenômeno natural se configurou entre o período de dezembro e fevereiro até março e maio.

Terror para a agricultura

La Niña Soja

Plantação de soja apresentou crescimento em 2024 – Divulgação/O Documento

A grande preocupação dos agricultores em relação à chegada da La Niña se dá pelas chuvas recorrentes na faixa central do país. Dias nublados e com pouca claridade podem afetar diretamente na produção de soja, por exemplo.

Na última semana de 2024, a USDA Brasília anunciou o aumento da expectativa diante da safra de soja no país, com uma estimativa 7,87% superior a do ano passado, saindo de 152 mi ton para 165 mi ton.

Um desenvolvimento do plantio que pode ser prejudicado com a falta de luz solar. Vale lembrar que a fotossíntese é um processo fundamental para a geração de energia e produção dos açúcares necessários para o crescimento e desenvolvimento dos grãos plantados.

Caso seja afetado, esse processo respinga em grãos mal formados, diminuição da produtividade, atraso na maturação e aumento da respiração e estresse.

La Niña não vai durar muito

Apesar de toda a preocupação, as projeções também indicam que La Niña deve acabar rápido, proporcionando um período seco durante a colheita.

As lavouras que estiverem mais adiantadas podem se beneficiar dessa condição, ao passo que outras podem ter um pouco mais de trabalho pela frente. O cenário segue delicado.

Autor

  • Carlos Soares

    Coordenador do Brasil Today e assessor de imprensa. Acumula passagens recentes como editor e repórter no Esportelândia e comentarista no canal De Olho No Peixe. Passou por Showmetech, Cinerama, PL Brasil e Futebol na Veia. Diretor do documentário “Futebol do Espetáculo”, disponível no YouTube.

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Coordenador do Brasil Today e assessor de imprensa. Acumula passagens recentes como editor e repórter no Esportelândia e comentarista no canal De Olho No Peixe. Passou por Showmetech, Cinerama, PL Brasil e Futebol na Veia. Diretor do documentário “Futebol do Espetáculo”, disponível no YouTube.
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